Sou a flor fêmea
Sou efêmera
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Agora você está aí, sozinho e sem ninguém. Mas consegue caminhar, não é? Viu, é mais fácil do que parecia.
Tudo o que você queria era um anjo agora. Um anjo que te proteja disso tudo. Um anjo que caiba inteiro num abraço. Pode ser em forma de pai, de mãe ou de amigo. Ou em forma de música, de cheiro.
Essa sensação parece ser muito, mas é só liberdade. Esquisito, né? “Como pode ser tão bom?” Como você nunca tinha experimentado isso antes? E agora, que experimenta, dá um medo... Essa coisa toda aí na sua frente. Caramba! Caraca!
E se você tivesse desistido de tudo? Alguma coisa seria diferente? Ou tudo é como sempre deveria ter sido? Acenda um cigarro e pare de pensar nisso. Já foi. Apresente-se para o porvir!
Se jogue com toda a vontade e entrega de um homem de verdade. O sofrimento te transforma em grafite, duro e firme. Mas essa grafite é daquelas bem coloridas. Nos muros da cidade, não nas telas das galerias. É mundano, mas é livre assim mesmo. Como a rua, tá sempre ali, como tem espaço na rua!
A juventude está na liberdade! E em como você lida com ela. Todos os dias. Encare de verdade essa imensa possibilidade de escolhas e vá em frente. Todo dia pode ser como você quer que ele seja.
Tudo o que você queria era um anjo agora. Um anjo que te proteja disso tudo. Um anjo que caiba inteiro num abraço. Pode ser em forma de pai, de mãe ou de amigo. Ou em forma de música, de cheiro.
Essa sensação parece ser muito, mas é só liberdade. Esquisito, né? “Como pode ser tão bom?” Como você nunca tinha experimentado isso antes? E agora, que experimenta, dá um medo... Essa coisa toda aí na sua frente. Caramba! Caraca!
E se você tivesse desistido de tudo? Alguma coisa seria diferente? Ou tudo é como sempre deveria ter sido? Acenda um cigarro e pare de pensar nisso. Já foi. Apresente-se para o porvir!
Se jogue com toda a vontade e entrega de um homem de verdade. O sofrimento te transforma em grafite, duro e firme. Mas essa grafite é daquelas bem coloridas. Nos muros da cidade, não nas telas das galerias. É mundano, mas é livre assim mesmo. Como a rua, tá sempre ali, como tem espaço na rua!
A juventude está na liberdade! E em como você lida com ela. Todos os dias. Encare de verdade essa imensa possibilidade de escolhas e vá em frente. Todo dia pode ser como você quer que ele seja.
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
weheartit.com
É sempre assim o dia de um insone. É sempre assim.
Ardência nos olhos. Dia empurrado e cinza. Pálido de café. Amargo de cansaço. Dia morno de céu encoberto. Dia inteiro e nada certo. Passo arrastado. Rosto inchado. Olheira no semblante. Corpo exausto.
É sempre assim o dia de um louco. É sempre assim.
É sempre assim o dia de um insone. É sempre assim.
Ardência nos olhos. Dia empurrado e cinza. Pálido de café. Amargo de cansaço. Dia morno de céu encoberto. Dia inteiro e nada certo. Passo arrastado. Rosto inchado. Olheira no semblante. Corpo exausto.
É sempre assim o dia de um louco. É sempre assim.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Ausente
Sempre que chego a Petrópolis é assim. Sinto algo de ausente no ar.
Procuro os rituais do achocolatado quente pela manhã e o frio desesperador nos pés. Aquela meia grossa de lã e aquele passeio pelas ruas históricas das mansões. O cheiro do frio e a névoa pela janela.
O pijama listrado de manga cumprida. E a catedral gótica no final da comprida Koeller. Dali, o Palácio de Cristal e um chá da tarde no D´Angelo. Mais famoso do que bom. Os estalos da madeira queimando na lareira. O gosto da brasa na batata assada com manteiga.
O Mirabel no recreio da escola. Os passeios pelos jardins do museu. As risadas nervosas nas conversas com os meninos. As faces sempre rubras, queimadas do frio. Os lábios vermelhos, cortados pelo vento. E a vontade de cochilar num mormaço quentinho. Aquela garoa fina que nem molha o cabelo. Do café queimando a língua.
Busco também a tristeza daquela cidadezinha. Mais pacata do que triste. Vida simples de quem não quer muito. Ou quer pouco mesmo. A falta de laço com a cidade me entristece, mas me dá liberdade.
Procuro e não acho.
Acho que é aquele eu que não existe mais.
Procuro os rituais do achocolatado quente pela manhã e o frio desesperador nos pés. Aquela meia grossa de lã e aquele passeio pelas ruas históricas das mansões. O cheiro do frio e a névoa pela janela.
O pijama listrado de manga cumprida. E a catedral gótica no final da comprida Koeller. Dali, o Palácio de Cristal e um chá da tarde no D´Angelo. Mais famoso do que bom. Os estalos da madeira queimando na lareira. O gosto da brasa na batata assada com manteiga.
O Mirabel no recreio da escola. Os passeios pelos jardins do museu. As risadas nervosas nas conversas com os meninos. As faces sempre rubras, queimadas do frio. Os lábios vermelhos, cortados pelo vento. E a vontade de cochilar num mormaço quentinho. Aquela garoa fina que nem molha o cabelo. Do café queimando a língua.
Busco também a tristeza daquela cidadezinha. Mais pacata do que triste. Vida simples de quem não quer muito. Ou quer pouco mesmo. A falta de laço com a cidade me entristece, mas me dá liberdade.
Procuro e não acho.
Acho que é aquele eu que não existe mais.
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