terça-feira, 25 de outubro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Luto
Luto
Em guerra friaEm paz de branco
Esconda a minha arma
Atrás desse charme
E esse sorriso desarma
E derrama esse canto
Sobre mim
Luto
Em preto
Desterro da reza
Um pranto
Em dor de guerra.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Dura
Dura
Como a carne de segunda que vai pra panela
Ou o quebra queixo da feira do nordeste
Dura
Como toda mulher deve ser
Sem ser linha dura nem maria mole
Dura
Como a empregada no final do mês
Ou como a colher de pau
Que só serve
Dura
Como na retidão
Ou na solidão
Dura
Como a carne de segunda que vai pra panela
Ou o quebra queixo da feira do nordeste
Dura
Como toda mulher deve ser
Sem ser linha dura nem maria mole
Dura
Como a empregada no final do mês
Ou como a colher de pau
Que só serve
Dura
Como na retidão
Ou na solidão
Dura
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Passei os últimos 20 anos em busca de um herói. Alguém que me inspirasse confiança, a quem eu pudesse entregar minha própria vida. Sem a obrigação e o peso de que ele me salvasse de todo e qualquer mal. Porque queria um herói humano. Um herói que errasse, assumisse seus medos. Que pudesse ser quem ele quisesse. Que fosse só ele. Do jeito que fosse. Do jeito que quisesse. Só pelo fato de ser si próprio.
Um herói com quem me sentiria mais segura com ele do que em qualquer outro lugar. Alguém cujo abraço fosse o lugar mais confortável em que eu pudesse estar. Melhor que o quentinho do útero da mamãe e do aconchego do carinho do meu avô.
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