terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Baile


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Fui a uma festa
Festa de arromba
Festa à fantasia
Baile de trajes

A virgem de puta
O louco de são
A megera de bela
A bruxa de fada

Homens de máscara

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Muralha


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Construíram uma muralha
alta, mas tão alta
que não consigo ultrapassá-la.

Do outro lado,
experiências passadas
Mas ela está a minha frente
e não mais atrás de mim.

A vida não é um ciclo,
um círculo, um circo?

Vou brincar de pular o muro!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Amo o Rio

Amo o Rio. De manhã, de tarde, de noite e de madrugada.
Amo o Rio quando acordo e vejo a feira colorida nas sextas-feiras. O grito de cada vendedor de frutas e verduras, a tapioca da esquina e a vontade de ter acordado mais cedo, só para olhar por mais tempo essa cidade, antes de ir para o trabalho.
Amo o Rio mesmo em dias de chuva. O carioca lava a alma com tanta vontade, correndo na praia. Banha-se com prazer. Ao entardecer, vai ao Arpoador, só para aplaudir o pôr-do-sol. Lindo, aquela gente bonita, cheia de saúde para dar e vender!
Amo o Rio das festas, das noitadas intermináveis. Ou terminadas, ali, na Pizzaria Guanabara. Mas sem antes passar no Jobi, Itahy ou Baixo Gávea. Esse sim, virou uma instituição intocável.
Amo o Rio das ruas, dos grafites e de cada canto povoado por artistas. Cada parede colorida de vida e energia.
Amo o Rio do jeito que ele é. Assim, sem retoques.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


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Fiz do teu peito minha cama
Do teu calor meu leito
Da tua luz um embalo
Da tua voz meu aconchego.

E cá estou, é como estar no céu.
Encontrei-te amor
Entreguei-te minha alma

Fiz do teu corpo meu sustento
Do teu abraço minha força
Do teu toque minha benção
Do teu olhar minha eterna presença.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


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E foi assim. Como estátuas congeladas. Ficamos por segundos, estatelados, fitando um ao outro. Sobrava o barulho da banda que tocava a música mais pop em busca de atenção. Da conversa entre amigos e dos escandalosos gritos daqueles que não se viam há tanto. O papo histérico das amigas que compartilhavam segredos tórridos das noites com o caso da vez. Luzes fosforescentes e o burburinho que toda e qualquer concentração de mais de dez pessoas é capaz de fazer. E o som grave aqui de dentro parar por alguns instantes. Uns segundos de pura paz que só o amor traz. Mas não é só amor, é mais. 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sou sua mulher e
Vou te guardar de todo –
E qualquer mal.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


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Num café qualquer
Com cheiro de mulher
Como se nada importasse mais
E não importa mesmo

Basta seu sorriso
E você ali
Com seu olhar

E na madrugada
Como gargalhadas sem fim
Eu caio
Cada vez mais em mim
Sou toda sua
Pra sempre