De tanto chorar, a lágrima virou papel, numa mágica secular.
De tanto rir, a boca resolveu escrever aquilo que a mente só sabe pensar.
domingo, 20 de novembro de 2011
Minha boca já não te encanta mais
E minhas mãos
São apenas um conjunto de dedos tortos
Que dizem muita coisa
Mas nada do que dizem
Faz com que você queira tocá-las de novo.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Entro na água e morro de frio
Deito no seu colo e sinto seu quentinho!
Em guerra fria Em paz de branco Esconda a minha arma Atrás desse charme E esse sorriso desarma E derrama esse canto Sobre mim Luto Em preto Desterro da reza Um pranto Em dor de guerra.
Dura
Como a carne de segunda que vai pra panela
Ou o quebra queixo da feira do nordeste
Dura
Como toda mulher deve ser
Sem ser linha dura nem maria mole
Dura
Como a empregada no final do mês
Ou como a colher de pau
Que só serve
Dura
Como na retidão
Ou na solidão
Dura
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Passei os últimos 20 anos em busca de um herói. Alguém que me inspirasse confiança, a quem eu pudesse entregar minha própria vida. Sem a obrigação e o peso de que ele me salvasse de todo e qualquer mal. Porque queria um herói humano. Um herói que errasse, assumisse seus medos. Que pudesse ser quem ele quisesse. Que fosse só ele. Do jeito que fosse. Do jeito que quisesse. Só pelo fato de ser si próprio.
Um herói com quem me sentiria mais segura com ele do que em qualquer outro lugar. Alguém cujo abraço fosse o lugar mais confortável em que eu pudesse estar. Melhor que o quentinho do útero da mamãe e do aconchego do carinho do meu avô.